quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Minhas Memórias
Jamais vou esquecer da minha infância. Levantava cedinho para ir colher umbus madurinhos que eram uma beleza. Disputava com minhas primas pra ver quem levantava mais cedo pra pegá-los ainda fresquinhos, cheirosos e gostosos. As noites iluminadas por lamparina a querosene, ouvíamos as histórias contadas por minha avó, "Mãe Nenca" a melhor avó do mundo. Sinto tantas saudades dela que chega a doer no coração. Me recordo de uma das histórias contadas por ela que uma avó má estava sendo queimada em uma fogueira e pedia: "água, meus netinhos" e eles respondiam: "azeite senhora vó".
Na nossa comunidade chamada Retiro não havia água potável, o único poço cacimbão existente ali dava água salgada que só servia pra lavar roupas e dar para os animais.Pegávamos este líquido tão precioso em uma cacimba em outra localidade. Ainda lembro do gosto das raízes, era muito forte e por sinal ninguém reclamava, achávamos uma delícia e quando chovia a situação piorava porque as barreiras caiam impossibilitando a retirada da mesma. Eramos obrigados a beber água da chuva aparada em vasilhas e coadas em uma flanela. Filtro, nem se falava. Os grossos potes de barro esfriavam a água e não sentíamos falta de geladeira, não sei se é porque não conhecíamos mesmo este tão útil eletrodoméstico ou pelo simples costume de usar potes. O fogão a lenha era aceso bem cedo pra mamãe fazer aquele gostoso café enquanto papai ia pro curral tirar leite das vacas.
Várias vezes lanchávamos coalhada com rapadura e farinha, ah, como era gostoso. Na época do milho verde mamãe costumava fazer pamonhas deliciosas e canjicas temperadas com canelinha em pó.
Depois de vários anos ali naquela comunidade, viemos para Buriti dos Montes onde iniciei meus estudos com quase oito anos de idade. Mas graças a Deus, minha mãe sempre foi muito dedicada aos filhos, preocupada com a nossa educação nos ensinou a ler as primeiras sílabas na carta de "ABC" e por esse motivo nunca senti dificuldades quanto a leitura e a escrita. Sou a quinta, dos treze filhos de minha mãe. Trago comigo os belos ensinamentos dela que sempre dizia " meus filhos se uma pessoa me ferir, ainda que esta pessoa não me peça perdão eu a perdoou ".
Hoje, aos quarenta e dois anos, sou casada com o senhor Luis Henrique e mãe de dois lindos filhos, Washington Luis e Jefferson Snard, mas não esqueço as minhas origens. E se Deus me permitir ainda vou morar na zona rural de onde vim.
(Escrito por Antonia Irani Soares Santana, em Castelo do Piauí, aos cinco dias de setembro de 2012).
Na nossa comunidade chamada Retiro não havia água potável, o único poço cacimbão existente ali dava água salgada que só servia pra lavar roupas e dar para os animais.Pegávamos este líquido tão precioso em uma cacimba em outra localidade. Ainda lembro do gosto das raízes, era muito forte e por sinal ninguém reclamava, achávamos uma delícia e quando chovia a situação piorava porque as barreiras caiam impossibilitando a retirada da mesma. Eramos obrigados a beber água da chuva aparada em vasilhas e coadas em uma flanela. Filtro, nem se falava. Os grossos potes de barro esfriavam a água e não sentíamos falta de geladeira, não sei se é porque não conhecíamos mesmo este tão útil eletrodoméstico ou pelo simples costume de usar potes. O fogão a lenha era aceso bem cedo pra mamãe fazer aquele gostoso café enquanto papai ia pro curral tirar leite das vacas.
Várias vezes lanchávamos coalhada com rapadura e farinha, ah, como era gostoso. Na época do milho verde mamãe costumava fazer pamonhas deliciosas e canjicas temperadas com canelinha em pó.
Depois de vários anos ali naquela comunidade, viemos para Buriti dos Montes onde iniciei meus estudos com quase oito anos de idade. Mas graças a Deus, minha mãe sempre foi muito dedicada aos filhos, preocupada com a nossa educação nos ensinou a ler as primeiras sílabas na carta de "ABC" e por esse motivo nunca senti dificuldades quanto a leitura e a escrita. Sou a quinta, dos treze filhos de minha mãe. Trago comigo os belos ensinamentos dela que sempre dizia " meus filhos se uma pessoa me ferir, ainda que esta pessoa não me peça perdão eu a perdoou ".
Hoje, aos quarenta e dois anos, sou casada com o senhor Luis Henrique e mãe de dois lindos filhos, Washington Luis e Jefferson Snard, mas não esqueço as minhas origens. E se Deus me permitir ainda vou morar na zona rural de onde vim.
(Escrito por Antonia Irani Soares Santana, em Castelo do Piauí, aos cinco dias de setembro de 2012).
terça-feira, 10 de julho de 2012
SAUDADE
Sinto tanta saudade de ti
que chega a doer no coração
então eu choro baixinho
ninguém percebe minha emoção
mais tarde a saudade passa
então penso nos belos dias
em que estivemos juntos
de novo me invade a alegria!
que chega a doer no coração
então eu choro baixinho
ninguém percebe minha emoção
mais tarde a saudade passa
então penso nos belos dias
em que estivemos juntos
de novo me invade a alegria!
O BRILHO DO SOL
Quando brilha pela manhã,
O lindo Sol dourado,
Sinto a presença de Deus
Suavemente ao meu lado
Sinto que Ele está comigo
Por isso sou iluminado!
A tardinha ele se põe
Então chega a escuridão
Já é noite a Lua vem
E nos dá o seu clarão
Juntamente com as estrelas,
Veja que constelação!
O lindo Sol dourado,
Sinto a presença de Deus
Suavemente ao meu lado
Sinto que Ele está comigo
Por isso sou iluminado!
A tardinha ele se põe
Então chega a escuridão
Já é noite a Lua vem
E nos dá o seu clarão
Juntamente com as estrelas,
Veja que constelação!
Querido Blog
Faz dias que não posto nada em você, não é mesmo? Ah! É que o tempo anda tão curto, são tantas as tarefas que temos pra realizar que o tempo corre velozmente, mas não é por isso que vou te abandonar. Preciso muito de você. Mas deixe estar, que breve estarei te alimentando.
Abraços, sua Irani Santana.
Abraços, sua Irani Santana.
VERSOS MISTURADOS
De manhã a minha sombra
para acender um tição
Veste de roxo e negro os crisântemos
Para abrir um coração.
Depois é meio dia
Apalpa as cinzas porque tudo ardeu
Oh! a doce agonia de esquecer
Para sempre de mim desapareceu.
E de noite quando escrevo
Não sei, nunca vou saber
Já fiz mais do que podia
Sem saber ler e escrever.
Antonia Irani Soares Santana
Castelo do Piauí, 10 de julho de 2012!
para acender um tição
Veste de roxo e negro os crisântemos
Para abrir um coração.
Depois é meio dia
Apalpa as cinzas porque tudo ardeu
Oh! a doce agonia de esquecer
Para sempre de mim desapareceu.
E de noite quando escrevo
Não sei, nunca vou saber
Já fiz mais do que podia
Sem saber ler e escrever.
Antonia Irani Soares Santana
Castelo do Piauí, 10 de julho de 2012!
DEUS
Deus é a minha vida
E a minha inspiração
É o ar que eu respiro
É a minha salvação.
Ele é tudo que eu tenho
É a minha alegria
É Ele que me sustenta
Com sua sabedoria!
E a minha inspiração
É o ar que eu respiro
É a minha salvação.
Ele é tudo que eu tenho
É a minha alegria
É Ele que me sustenta
Com sua sabedoria!
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