De manhã a minha sombra
para acender um tição
Veste de roxo e negro os crisântemos
Para abrir um coração.
Depois é meio dia
Apalpa as cinzas porque tudo ardeu
Oh! a doce agonia de esquecer
Para sempre de mim desapareceu.
E de noite quando escrevo
Não sei, nunca vou saber
Já fiz mais do que podia
Sem saber ler e escrever.
Antonia Irani Soares Santana
Castelo do Piauí, 10 de julho de 2012!
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